11 janeiro, 2010

CERVEJADA DE ANIVERSÁRIO

Galera, como cada um tá postando da música que conhece, do albúm que sabe melhor a história, vou postar do que eu sei também:

DIA 17 ÀS 15HRS

CERVEJADA DE ANIVERSÁRIO NA CHAC. LEONOR!

Comemorando aniversários de:
Paulo Hoffmann (Freak)
André Américo (Dé)
Pedro Bonesso (Perdido)
Octavio Salles (Tatá)
Michel Chianca (Ele mesmo)

Entrada: R$5 + Levar bebida

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A gente vai fazer um som lá também, quem puder levar instrumento ou equipamento pra tocar, maravilha! Se não, só a vontade já é de bom tamanho! =D

Qualquer dúvida, pode comentar aqui, ou procurar alguém no orkut ou msn, vocês devem ter os contatos!

Valeu povo, vamo lá!

10 janeiro, 2010

[2001] Manu Chao - Próxima Estación: Esperanza


Em minha primeira postagem, gostaria de enviar saudações para os selecionadíssimos leitores deste blog. Escolhi este album do Manu Chao para começar com minhas contribuições primeiro por que tenho certeza de que é apreciado por todos os colaboradores e muito provavelmente, pela maioria dos leitores. Segundo, por tê-lo ouvido exaustivamente desde que conheci a obra deste bom francês, que tanto valoriza a cultura e as lutas do povo latino-americano.
O título do album é baseado no nome de uma das estações do distrito madrilenho de Hortaleza, por onde passa a linha 4 do metrô de Madrid. As vozes que podem ser ouvidas nas faixas "Merry Blues", "Denia" e "Infinita tristeza" anunciando o título do album são dos próprios locutores que orientam os passageiros do metrô. O disco, lançado em 2001, segue a linha do primeiro album solo da carreira de Manu Chao, Clandestino (que também merece atenção especial, espero falar dele em um futuro próximo), lançado em 1998, mas com as influências da música caribenha mais evidentes.
Como de costume, grande parte das músicas tem letras com conteúdo político muito forte. Entretanto, o que mais chama atenção mesmo é a coesão extraordinária entre as faixas, o que torna o album um corpo completo. As músicas ouvidas separadamente são boas, mas a intenção do autor em cada uma delas só pode ser alcançada, em minha opinião, através da audição do album todo, como se todas as faixas fossem pequenas partes de uma grande canção. Isso pode ser notado com bastante clareza nas passagens de uma faixa para outra, e em especial na passagem de "Bixo" para "Eldorado 1997", que conta em seu arranjo com um belíssimo solo de trompete. Essa parte principalmente me chama muita atenção e é uma das sequências que mais me agradam entre todos os tipos de produções musicais que tive a oportunidade de conhecer, mas reconheço que grande parte disso se deve à letra de "Eldorado 1997" que me toca muito (e é essa a função da arte, não?), pois fala do massacre ocorrido em 1997 na cidade de Eldorado dos Carajás, no estado do Pará, quando 19 sem-terra foram brutalmente assassinados pela polícia enquanto 1500 deles que estavam acampados na região realizavam uma marcha em protesto contra a demora para desapropriação de terras para reforma agrária na região.
Em "Mr. Bobby", uma das melhores do album, Manu Chao faz uma homenagem tão bela quanto triste ao mestre Bob Marley. Concluindo, eu não poderia terminar esta postagem sem citar "Me Gustas Tú", que é canção que ficou mais conhecida do albúm e que aprecio muito por diversos motivos. Enfim, recomendo.

05 janeiro, 2010

[2009] Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures


Aí o álbum homônimo do recém formado Them Crooked Vultures, um power trio constituído por Josh Homme (Vocal e guitarra – Queens of the Stone Age, Kyuss, Eagles of Death Metal), Dave Grohl (Bateria – Foo Fighters, Probot, Nirvana) e John Paul Jones (Baixo – Led Zeppelin); Alain Johannes (Guitarra – Eleven, Queens of the Stone Age) também contribui com projeto que foi indiretamente anunciado por Grohl em 2005 durante uma entrevista à revista Mojo.
 

O primeiro show do Them Crooked Vultures rolou no Metro Chicago em Chicago, Illinois, EUA. Desde então, a banda está em uma turnê (a chamada Deserve the Future) que vai até o dia 30 de janeiro de 2010 e que não tem previsões de passar pelo Brasil. No dia 12 de agosto de 2009, o trio se apresentou na cidade de Köln, Alemanha e foi gravado um dvd. Pra baixá-lo, é só acessar o filmescomlegenda.blogspot.com.
 

Quanto ao disco, foi produzido pelos próprios integrantes da banda e gravado de janeiro a agosto de 2009 no Pink Duck Studios em Los Angeles. O lançamento das 13 faixas inéditas só ocorreu em 17 de novembro de 2009.
O som dos “corvos tortos” é cru, pesado e criativo. “New fang” e “Elephants” me agradam muito.
Abraços!


| DOWNLOAD!

+
http://www.themcrookedvultures.com
http://www.youtube.com/user/themcrookedvultures
http://www.twitter.com/crookedvultures
http://www.myspace.com/crookedvultures

b!
http://en.wikipedia.org/wiki/Them_Crooked_Vultures
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u605259.shtml

02 janeiro, 2010

[1973] Jorge Ben Jor - Galileu na Galileia, Que Nega é Essa, De Manhã, Mas que Nada (Ao vivo - Festival Phono '73)



Em maio de 1973 na cidade de São Paulo foi realizado pela gravadora Phonogram (atual Universal Music) o festival Phono 73. Durante três noites, ícones da música brasileira como Raul Seixas, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Toquinho, Vinícius de Moraes e Chico Buarque se reuniram no Palácio de Convenções do Anhembi em protesto à censura imposta pelo Regime Militar Brasileiro (64-85).

Aqui, só posto o vídeo do Jorge Ben Jor --- que eu gosto mais. Todavia, seguem links de mais partes do festival hospedados no YouTube.


01 janeiro, 2010

[1966] Beatles, the - Revolver

Saudações.
Hoje um dos álbuns que eu mais ouvi, sem dúvida. Lançado em 5 de agosto de 1966, Revolver – que também poderia ter levado os nomes de Abracadabra, Four Sides of the Eternal Triangle ou ainda After Geography (sugestão jocosa de Ringo Starr que fazia menção ao disco Aftermath dos Rolling Stones, lançado um ano antes – é um disco inovador que consolidou as então frequentes brigas entre os Beatles e a interrupção das turnês por tempo indeterminado. É em 1966 que ocorre uma das últimas aparições da banda (Budokan, Japão). Depois de um longo hiato, ela só reapareceria ao vivo no lendário RoofTop Concert em 1969, pouco antes do rompimento do grupo.

Ainda quanto às datas, esse disco foi lançado um ano após Rubber Soul (1965) – marco inicial da adesão do grupo à psicodelia e às inovações musicais em estúdio (uso de cítara, gravações feitas em maior número de canais, etc.) –, e um ano antes de Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band (1967) que, de acordo com o crítico Kenneth Tynan (The Times), trata-se de “um momento decisivo na história da civilização ocidental”.

É das sessões de 65-66 a compilação Yesterday and Today. Composto por hits de Rubber Soul e singles, sua capa mostra os “garotos de Liverpool” vestidos com roupas brancas e cobertos por bonecos distorcidos e pedaços de carne. Ela foi rapidamente retirada do mercado e classificada como um erro pela banda.

Sobre as faixas, Revolver passa pela música oriental em “Love You To”, pelo ufanismo em “Yellow Submarine”, pela melancolia em “Eleanor Rigby” e pelo experimentalismo em “Tomorrow Never Knows”, música que foi inspirada pelo livro de Timothy Leary, "O Livro Tibetano dos Mortos" e, devo dizer, minha favorita. Outro exemplo das inovações em estúdio é a faixa “I’m only sleeping” em que o solo de guitarra é gravado e depois reproduzido ao contrário – recurso explorado por James Marshall Hendrix ainda na década de 60.

Pela primeira vez, George Harrison coloca três de suas canções em um disco dos Fab Four: “Taxman”, a abertura que critica os altos impostos cobrados pelo governo inglês (são citados os nomes de Harold Wilson [Primeiro Ministro Inglês do Partido Trabalhista] e a Edward Heath [Líder da oposição do Partido Conservador]) sobre as composições do conjunto; “I Want to Tell You”; e “Love You To”, retrato da influência indiana que o próprio Harrison trouxe ao grupo.

Supõe-se que em músicas como "She Said, She Said", "Dr. Robert" e "Got To Get You Into My Life" houve influência de efeitos de drogas. Segundo depoimentos dos próprios membros do grupo no documentário The Beatles Anthology, o uso de maconha era constante desde 1965, mas foi no início de 1966 que George e John experimentaram o alucinógeno LSD, posto por um amigo dentista, em segredo, nos cafés de ambos. Sobre essa experiência, aparece na letra de “She Said, She Said” o verso “I know what it’s like to be dead” ("Eu sei como é estar morto").


A capa do disco é formada por colagens fotográficas e um desenho cru dos semblantes de John, Paul, George e Ringo. Ela foi feita pelo velho conhecido da banda Klaus Voormann, artista plástico e produtor musical alemão.


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